quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Libere a energia

Pense positivo, não duvide de você e dos seus sonhos.
"Eu sei que vou conseguir mudar, eu vou olhar a vida com mais fé, com menos exigência. Eu vou conseguir tudo aquilo que PRECISO e não tudo que eu QUERO. Eu sei que vou ser compreendida como mereço, pois neste momento estou liberando a energia que, junto à força de Deus, vai criar os caminhos para essas realizações."

O poder da Oração é a manifestação de energia.


Beijos para todos com sabor de ESPERANÇA! 

por Vilane Vilas Boas Rios

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Morrer para se libertar

Imagine uma situação em que uma pessoa está correndo de um monstro bem feio e de repente se depara com um beco sem saída. "Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come." Só há uma chance: lutar contra o mostro e derrotá-lo. Mas para destruir o mostro que a persegue, ela terá que pagar um preço muito alto: morrer.
MORRER para se libertar ou VIVER numa prisão para sempre?  Eis a questão!
Alguém pode está se perguntando: E porque não matar o monstro e continuar viva? Pois bem, eu lhes digo: o monstro vive dentro dela.
E não é fácil matar os monstros que habitam em nós, pois eles, de uma certa forma, estão arraigados em nossos atos cotidianos. E o que mais incomoda é a consequência  desses atos em nossas vidas, em nossas relações... nos faz pensar que somos incapazes de ser alguém melhor. Estamos sempre repetindo os mesmos erros e a sensação é de que SOMOS O PRÓPRIO MONSTRO.
Outro "engraçadinho' poderia perguntar:  E porque não aprender a conviver com o hospedeiro?
Seria uma opção, há pessoas que o criam, o alimentam, e até o estimam. Quando se dão conta, estão criando algo maior do que elas,  é como servir-se de bandeja para o perverso. Dominá-lo já seria impossível.
Se eu fosse essa pessoa que está no beco sem saída, travaria uma guerra e, embora as batalhas fossem diárias (entre vitórias e derrotas), não cansaria de lutar, não desistiria de ser uma pessoa melhor para mim e para os outros, morreria tentando... mesmo que os "outros" pudessem se cansar de mim, pois combater monstros alheios é complicado, cansativo... É bem mais fácil desistir de alguém que tem um monstro no armário do que se tornar aliado e ajudar na batalha. Isto é compreensível, no entanto, há quem enxergue além do monstro e veja o valor desse alguém.
De toda forma, a morte acontecerá e, ainda assim, acredito que a recompensa da ressurreição valerá toda a luta e sofrimento.

por Vilane Vilas Boas Rios

domingo, 29 de agosto de 2010

Admirável Mundo Novo

O que tenho notado nesses últimos anos é que a maioria das pessoas não vivem, elas sobrevivem. Umas porque são excluídas da sociedade, vivem na marginalidade e lutam para conseguir estar vivas todos os dias. Outras, porque estão condicionadas pelo sistema a pensar que o que mais importa na vida é ter um futuro profissional, é obter sucesso nos concursos e seleções de emprego, é ter dinheiro, é querer mais, sempre mais... E tudo isso para quê? Para ter uma casa, ter um carro, ter um yate, ter um note book, ter um Ipod, ter roupas de marca,ter,ter, ter... TER? Daí o consumismo. Quanto mais consumimos, aumenta-se a produção e, para produzir nesse mesmo ritmo, aumenta-se a extração dos recursos naturais não renováveis.Eu nem preciso falar em qual situação está a natureza, não é mesmo? 
Estamos nos auto-destruindo e eu diria que o mal do século além da solidão, é a CEGUEIRA e a IGNORÂNCIA. Eu não entendo como as pessoas não enxergam o caminho para o qual caminha a Humanidade: o ABISMO! 
Gente, estamos dentro de uma PRISÃO INVISÍVEL, acorrentados por nossos próprios atos inconsequentes. Estamos "drogados" pelo sistema, que nos ilude com uma tal de LIBERDADE. Que liberdade nós temos, se só fazemos o que eles querem, se a cada dia estamos vestindo, comendo, bebendo, usando, cantando, ouvindo o que eles lançam no mercado mundial e nos convencem através de "propagandas epinóticas"? 
A "DROGA"  é tão forte que mesmo aqueles que conseguem enxergar o mal que ela nos causa, não conseguem se libertar desse sistema, nesse caso é bem melhor ser um ignorante, pois como diria Cazuza: "os ignorantes são mais felizes".
Essa "conversa fiada" de querer integrar os povos e as culturas através do processo de globalização, é na verdade a unificação das massas para melhor controlá-las e condicioná-las. Até as novas tecnologias de transporte e comunicação que poderiam diminuir distâncias e aproximar as pessoas, estão distanciando o ser humano da sua própria essência. Estamos preferindo as telas frias do computador ao calor humano. As rotinas de trabalho e estudo estão engolindo as pessoas, elas não têm  tempo para relacionamentos, para uma conversa, para um lazer, para dar atenção e carinho aos outros. O homem está sendo conduzido como se fosse uma máquina, esquece que a construção do ser pessoa é o que o diferencia dela.  O equilíbrio da espiritualidade humana está comprometido, ninguém se preocupa em estar bem consigo mesmo, com o outro, com o mundo e com Deus. Mas como esqueceram que são homens e máquinas não precisam disso... Só vão se lembrar quando um vazio infinito os sucumbir.
Nem sei o que me inspirou para escrever sobre isso, parece até uma teoria da conspiração, mas é a realidade que eu enxergo, são reclames sobre um sistema que eu, sozinha, não posso mudar. HELP!

Engenheiros do Hawaí sabem bem do que eu digo:

Corrida pra vender cigarro
Cigarro pra vender remédio
Remédio pra curar a tosse
Tossir, cuspir, jogar pra fora
Corrida pra vender os carros
Pneu, cerveja e gasolina
Cabeça pra usar boné
E professar a fé de quem patrocina
Querem te matar a sede, eles querer te sedar
Eles querem te vender, eles querem te comprar

Quem são eles?
Quem eles pensam que são?

Corrida contra o relógio
Silicone contra a gravidade
Dedo no gatilho, velocidade
Quem mente antes diz a verdade
Satisfação garantida
Obsolescência programada
Eles ganham a corrida antes mesmo da largada

Eles querem te vender, eles querem te comprar
Querem te matar de rir, querem te fazer chorar
Quem são eles?
Quem eles pensam que são?

Vender, comprar, vendar os olhos
Jogar a rede... contra a parede
Querem te deixar com sede
Não querem te deixar pensar
Quem são eles?
Quem eles pensam que são?

(3º do Plural)


por Vilane Vilas Boas Rios

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

"Entre choros e sorrisos, não há como escolher"

Todo mundo sabe que a tristeza não é uma boa companheira, mas é comun ela nos acompanhar sem ser convidada e até mesmo sem ter "motivo especial" para isso.E quanto mais triste estivermos, mais desagradáveis seremos. Uma pessoa que está triste não é boa companhia pra ninguém, mas precisa muito da companhia dos outros. E aí que está o paradoxo. Seja qual for o motivo/nível da tristeza , sempre requer companhia, atenção. Mas geralmente as pessoas se afastam, pois quem é que não prefere estar acompanhado de alguém sorridente e alegre que está satisfeito da vida?
Pois bem, meus amigos... E, às vezes, é tão simples acabar com a tristeza de alguém. Algumas tristezas não resistem a uma boa conversa com um amigo(a), ao carinho e atenção do companheiro(a), a um torpedo inesperado de madrugada, a uma palavra de carinho pelo telefone, e logo ela se manda! Porém, quando optamos por afastar -nos das pessoas que estão tristes, um outro problema surge: a solidão. A solidão e a tristeza formam um par perfeito para destruir o dia de alguém , e nós só precisamos  fazer algo tão simples para que esse dia se torne melhor.
E para quem além de triste se sente só, o melhor remédio é Jesus. Ele sim se aproxima e cuida de nós, melhor do que ninguém. Deveríamos seguir o seu exemplo.

Como diz o livro da vida "Não se deixe dominar pela tristeza, nem se aflija com preocupações. Alegria do coração é vida para o homem, e a satisfação lhe prolonga a vida. Anime-se, console seu coração e afaste a melancolia para longe. Pois a melancolia já arruinou a vida de muita gente, e não serve para nada." (Eclo 30, 21.23) 
Beijos com muita ALEGRIA para todos !!!

P.S.: Eu não estou triste, mas quando estiver é melhor fingir que não estou, talvez assim atraio e não afasto as pessoas. 



por Vilane Vilas Boas Rios

domingo, 15 de agosto de 2010

Quando não sei falar, falas por mim!

"O som que toca você
por Grazi de Almeida Freitas 

Era tarde de domingo e domingos costumam ser dias chatos, tristes. Ela não estava bem, sentia um nó apertar sua garganta e o amanhã já começava a bater a sua porta insistentemente. Sentia-se perdida, pois ainda não havia escolhido o rumo que deveria tomar, escolha que se tornava ainda mais difícil quando sua caixa de saudades estava aberta. A moça se sentia só, o destino lhe havia privado da companhia de alguns dos seus amigos mais queridos, sentia falta de dias menos responsáveis quando podia desperdiçar o tempo fazendo coisas bobas que pouquíssimas pessoas entendem a importância... Ela sentia falta de rir, falar besteiras filosóficas, de sentar na janela e observar a lua cheia sem se preocupar com os horários do dia seguinte. A verdade é que, assim como para o resto do mundo, o tempo também passava para ela e a famosa "crise dos 20 poucos anos " já começava a incomodar.
Acontece que ela estava triste, não são todos que a entendem, mas havia alguém que mesmo longe ouvia uma música e pensava na moça no mesmo instante em que ela chorava escondida em seu quarto. Não sei se por simples coincidência emocional, destino ou compatibilidade de almas.
"Eu hoje tive um pesadelo
E levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo
E procurei no escuro
Alguém com o seu carinho
E lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era ainda criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou consolo
Hoje eu acordei com medo
Mas não chorei, nem reclamei abrigo
Do escuro, eu via o infinito
Sem presente, passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim
E que não tem fim
De repente, a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa

Morna e ingênua que vai ficando no caminho

Que é escuro e frio, mas também bonito porque é iluminado

Pela beleza do que aconteceu há minutos atrás"

(Poema - Cazuza)
 
A canção que me tocou hoje é a cara da minha querida "ransa" Vilane Vilas Boas.
Bem sei que alguns dias são cheios de medo e que quando a caixa de saudades está aberta tudo parece ser mais complicado, mas a paisagem após a chegada pode compensar os aranhões da escalada!
Amo-te!
"

Obrigada ransa!
Te amo!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Se tu vens...

"Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieto e agitado: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... "

(Antoíne de Saint-Exupèry)

segunda-feira, 14 de junho de 2010

"A pátria em chuteiras"

Hoje minha amiga me mandou um email com um texto dela  falando sobre a Copa do Mundo. E com a sua licença  vou postá-lo aqui, pois concordo plenamente com cada palavra e ideia. Espero que gostem!




"A pátria em chuteiras" 
por Graziele de Almeida Freitas 

Em meio à euforia provocada pela chegada de mais uma copa do mundo eis que uma criança de seis anos (ainda muito jovem pra entender o sentimento nacionalista que envolve a maioria dos 190 milhões de brasileiros) ouve uma palavra que até então lhe era desconhecida e me lança a pergunta: - O que é patriotismo? Eu achando graça respondi: - É uma coisa que a política inventou pra fazer com que o povo se apaixone por uma idéia e esqueça por um tempo o quanto é miserável.
Naquele momento as pessoas que ouviam minha conversa com o pequeno me olharam assustados como se observassem um herege prestes a ser julgado pela inquisição. O silêncio era constrangedor e eu me sentia um traidor que não honrava o juramento cantado pelo nosso hino nacional. “Verás que o filho teu não foge a luta. Nem temem, quem te adora, a própria morte” Piada, eu jamais morreria em nome de um país... pensei!
Enquanto eu refletia a respeito da explicação que havia dado ao menino ouvi alguém responder: - Não filho, patriotismo é amor que a gente sente pelo nosso país.
Naquele instante pude ouvir o Cartola a cantarolar “de cada amor tu herdarás só o cinismo, quando notar está à beira do abismo...” Me retirei pensando também em Nelson Rodrigues que nos deu o título de “a pátria das chuteiras” e desenhou em suas crônicas um futebol grandioso, arrebatador. Para ele o futebol era “a busca pela poesia” e o brasileiro tem “uma fome e uma sede de bola”
A copa do mundo paralisa boa parte do mundo e no Brasil em especial, milhões param qualquer atividade para acompanhar as batalhas da “seleção canarinho”. As diferenças de classe e raça são esquecidas e todos seguem uma mesma religião chamada futebol. É durante a copa do mundo que as pessoas percebem que são cidadãos do país, inventa-se uma identidade nacional em que o maior símbolo é o futebol. Durante a copa do mundo os problemas sócio-políticos são camuflados de verde e amarelo, de acordo com o historiador Eric Hobsbawn vencer a copa deve certamente beneficiar o regime político de um país como aconteceu no Brasil (1970) e na Argentina (1978) que ao serem campeões mundiais a ditadura militar dos respectivos países utilizaram o futebol como mecanismo para massagear a auto-estima da população subjugada pelo autoritarismo.
Ao vencer a copa realizada no México e se tornar a primeira seleção tricampeã mundial por 4x1 a imagem da seleção brasileira passou a ser explorada pela propaganda do governo de Médice, responsável por uma das fases de maior repressão na história política do Brasil. O governo do general Emílio Garrastazu Médice (1969 a 1974) perseguiu, torturou e eliminou centenas dos chamados “subversivos” momento também em que a oposição em protesto partiu pra luta armada praticando atos considerados terrorismo aumentando ainda mais os índices da violência provocada pela ditadura, mas, tudo era feito por amor a pátria o que ficava em evidência nos slogans de campanha “ninguém segura este país” “Brasil; ame-o ou deixe-o”.
A copa na África do Sul não se mostra diferente das outras nesse aspecto, é como se os problemas políticos e sociais adormecessem enquanto o país respira futebol. A mesma nação que viveu de 1949 a 1990 o “apartheid” e só em 1994 realizou sua primeira eleição livre comemorou no jogo de abertura realizado no estádio de Soweto (bairro historicamente destinado aos negros) a reconciliação entre brancos e negros, constituindo uma identidade nacional para o povo de “Madiba” nosso conhecido e admirado Nelson Mandela.
Fazendo uma analogia a Karl Marx o futebol se constitui como o “ópio do povo” uma vez que, rouba as atenções tornando a luta pela solução dos problemas secundária. No Brasil a corrida a presidência e ao senado já começou, mas nosso povo calçou as chuteiras e foi para a África do Sul rumo ao hexa, quando voltar talvez pense naquele que poderá ser o melhor presidente.
Alienados ao não, até mesmo os mais radicais se tomam um pouco técnicos e esperam o melhor desempenho dos atletas. Quanto a mim, já vesti minha camisa amarela e até pintei as unhas de verde, afinal também faço parte dos 190 milhões em ação (“pra frente Brasil” “brasileiro não desiste nunca”) muito embora, concorde com Hobsbawn que posso entender o apelo deste tipo de patriotismo, mas não tenho entusiasmo algum pelo nacionalismo.

Referências:
http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=842
http://educacao.uol.com.br/historia/ult1704u96.jhtm
http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=16&id=152

Beijos e Boa semana à todos.
Em breve postarei textos meus...